Exposições fotográficas

Exposição permanente durante o evento e presença dos autores na segunda-feira, dia 16 de julho, das 16h às 16h30

Local: Saguão do CAPH – Centro de Apoio à Pesquisa em História

MARATONA FOTOGRÁFICA DE FLORIANÓPOLIS – OLHARES SOBRE
O TEMPO E O ESPAÇO
Fahya Kury Cassins (Udesc)

A Maratona Fotográfica de Florianópolis teve em 2012 a sua 18ª edição e é
um desafio lançado para fotógrafos profissionais e amadores. Durante 24
horas lança quatro blocos de temas para serem fotografados tendo como
tema principal a cidade, suas pessoas, seus acontecimentos, seus espaços.
Estes olhares construíram, ao longo de 18 anos, uma história repleta de
particularidades e problemáticas da cidade, do seu espaço e tempo.O trabalho
visa uma pesquisa no acervo aberto da Casa da Memória para possibilitar
um ensaio baseado nos olhares que os fotógrafos têm da cidade num evento
que é programado durante as comemorações do seu aniversário. Estas fotos
traduzem os sentimentos de cidadãos diante dos avanços da cidade, bem
como dos seus problemas e das soluções que as pessoas encontram no dia a
dia. As tradições mais antigas também estão presentes, em contraposição às
obras que a modificam visualmente e provocam novos movimentos humanos.
Os costumes e a paisagem – sempre em constante mudança – também são
percebidos ao longo dos anos.Com esta seleção e exposição, pretendemos
apresentar visualmente um recorte da história da cidade através dos olhos e das
lentes dos cidadãos, e na qual será possível perceber as suas relações urbanas
mais recentes.

CHAMADAS PRIVADAS EM LUGARES PÚBLICOS
Sergio Luiz Silva (PPGMS/UNIRIO)

A sexualidade publica é parte da cultura sexual experimentada nos centros
urbano, de sociedades complexas e globalizadas, nas quais as exposições
das vontades sexuais, são simbolizadas por um mercado de sexo e solidão.
Propomos uma exposição e projeção fotográfica de30 imagens 30×45 em cor,
expressando a visualidade da sexualidade nos telefones públicos de centros
urbanos Sao Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires. Esse ensaio fotográfico
se presta a expressar a conexão sexual entre oferta e procura do mercado do
sexo, enfatizando o registro publico de identidade e historia dos lugares. A
cultura visual da sexualidade dos lugares são, sobremaneira, registros de uma
memória viva e pulsante da vida dessas cidades; memória essa que transita

paradoxalmente do público para o privado, como prática de uma sociabilidade
existencial exposta de forma comunicativa nos telefones públicos. Apresentamos
um ensaio fotográfico que faz uma narrativa visual dessa história pública do
cotidiano das cidades.

A arte tumular em São Paulo

Viviane Comunale (Unesp)

As pessoas cresceram acreditando que o cemitério é a morada final do ser
humano, um lugar de dor e sofrimento. O próprio cemitério quando não é
conservado apresenta esse aspecto de repulsa. E se o cemitério fosse um lugar
de contemplação de obras de arte?Na Europa a visita a cemitérios acontecem há
muitos anos existem diversos estudos sobre esses espaços e trabalhos educativos
onde a ideia de preservação e conhecimento permeia todo o processo.Pensando
nesse aspecto preparamos a exposição A arte tumular em São Paulo com o
objetivo de mostrar ao público em geral que os cemitérios podem ser espaços de
aprendizado e apreciação das obras de arte feitas tanto por artistas anônimos
quanto por artistas de prestigio como Victor Brecheret, Leopoldo e Silva e
Ramos de Azevedo. A curadoria da exposição é da própria pesquisadora que
buscou mostrar as obras tanto de caráter profano quanto as mais sacras.

 

OS ESPAÇOS DA MEMÓRIA

Eduardo José Afonso (Unesp Assis)

Trata-se de trabalho fotográfico de registro de imagens da Vila Madalena feito
por mim durante 30 anos. Regulamente os mesmos locais são fotografados,
documentando a transformação desse espaço público. Há ainda, fotografias de
familia da década de 40 e 50 que , também, podem fazer parte dessa exposição.
Minha proposta é a de colocar em questão e discussão a relação entre espaço,
memória e História. Implicita estará, também, a problematização do que
seja cultura material num mundo globalizado e neo-liberal. Este trabalho
documental tem como fundamento teórico-metodológico, entre outros, o
estudo desenvolvido pela professora Ecléa Bosi e os teóricos que fundamentam
seu trabalho sobre Memória e História, Henri Bergson, Maurice Halbwachs,
Walter Benjamim, Simone de Bouvoir e Jean Paul Sartre.

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