GT 12 – História Pública e Patrimônio


GT 12 – História Pública e Patrimônio

 

Coordenadores:
Paulo Knauss (UFF)
Marcelo Nogueira de Siqueira (Arquivo Nacional)
Paulo Garcez (Museu Paulista)

 

História, pesquisa e difusão cultural em arquivos: experiências no Arquivo Nacional

Renata William Santos do Vale – Arquivo Nacional

renatavale@arquivonacional.gov.br

As atividades de pesquisa documental e produção historiográfica em arquivos são mais antigas do que o novo campo, ora em desenvolvimento, da história pública. No caso do Arquivo Nacional, desde a reforma empreendida pelo diretor Joaquim Pires Portela em 1873, quando foram criados o cargo de “cronista” e a seção Histórica. Ao primeiro cabia a tarefa de escrever a história do Brasil independente a partir dos documentos do Arquivo, especialmente os da nova seção, na qual deveriam estar localizados os documentos-monumento da jovem nação e todos os considerados “históricos”, passíveis de contribuir para tão difícil empresa. Atualmente, a área de pesquisa do Arquivo Nacional dedica-se à produção de conteúdos, e conhecimento, a partir do rico acervo da instituição, na forma de livros, artigos, seminários, exposições, presenciais ou virtuais, e sítios eletrônicos. O desenvolvimento de materiais é sempre orientado para o objetivo de atingir um número maior de interessados em História, além daqueles que o fazem por força do ofício, como estudantes e professores do ensino fundamental e médio, e os produtos têm a função de apoiar ensino, pesquisa e estudo.

 

Ensino de história, práticas de memória e interpretação do patrimônio em Diamantina

Elizabeth Aparecida Duque Seabra – UFVJM

bethseabra@uol.com.br

A comunicação tem por objetivo apresentar resultados de uma pesquisa em desenvolvimento na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri- UFVJM em Diamantina, Minas Gerais, que toma como pressuposto teórico-metodológico diversas dimensões de memória e patrimônio. O trabalho busca observar e confrontar as práticas de visita, engendradas por escolas e docentes em diversos níveis de escolaridade, e as ações educativas de interpretação do patrimônio desenvolvidas pelas próprias instituições de memória da cidade, como o Museu do Diamante, a Casa Chica da Silva e a Casa de JK. No trabalho a ser apresentado, memória e patrimônio são considerados, simultaneamente, o tema, o método, e as fontes para a investigação das práticas sociais. O trabalho procura situar questionamentos históricos em relação às instâncias de produção da memória e do patrimônio como a cidade, as escolas e os próprios sujeitos sociais. Os resultados parciais das análises apontam que ou usos do patrimônio desencadeiam recortes e escalas muito diversificadas em relação à visualização da História na cidade, na construção de personagens como Chica da Silva e Juscelino Kubitschek e de temas como a escravidão. A memória e o patrimônio se apresentam como práticas no sentido de experiência, rememoração, recordação, seleção, esquecimento e ação de atualização de conceitos, expressão de identidades. Sua apropriação favorece a construção de valores, tais como o pertencimento a uma comunidade de sentido, ou tradição e, permite o uso simbólico de objetos e registros patrimoniais para uma economia voltada ao turismo e ao comércio.

 

A História (em praça) Pública: A Construção de Monumentos Cívicos no Período Republicano (1891-1937)

José Ricardo Oriá Fernandes – Centro Cultural Câmara dos Deputados

groof@uol.com.br

A partir da segunda metade do séc. XIX, assistiu-se em todo o mundo ocidental, ao processo de construção de estátuas e monumentos históricos em praças públicas, no sentido de fortalecer o estado nacional que emergia nesse período (Alois Riegl, O culto moderno dos monumentos: sua essência e sua gênese). Num esforço de promover a “pedagogia da nação”, construíram-se vários monumentos históricos que evocavam personagens e fatos marcantes do passado, dignos de registro à posteridade. No Brasil, em especial, seguindo a tradição francesa da “estatuomania” (Maurice Agulhon, La Histoire Vagabonde), foram edificados inúmeros monumentos a partir do ano de 1862, com a inauguração da estátua equestre do imperador d. Pedro I, na Praça Tiradentes. A este se seguiram outros, cujo lócus privilegiado foi a cidade do Rio de Janeiro, então capital do país (Paulo Knauss, A Cidade Vaidosa). Tal processo se intensifica com a implantação da república e a ideia de se construir um “Panteão da Pátria” para o culto cívico a determinados personagens- os heróis e filhos ilustres da nação, geralmente ligados aos segmentos dominantes da sociedade. Ao lado dos museus nacionais, dos arquivos e das bibliotecas e, até mesmo, da instituição da história como disciplina no currículo escolar, consideramos que essa prática de construção de monumentos aos heróis foi um instrumento usado para se criar entre os cidadãos um sentimento de pertencimento ao estado nacional e desenvolvimento de uma consciência cívico-patriótica que começava na escola, mas que deveria se estender a outros espaços públicos da cidade. Esta comunicação tem como objetivo analisar a construção de uma dada memória nacional, alicerçada na edificação de monumentos históricos. Em outras palavras, pretendemos responder ao seguinte questionamento: o que dizem sobre a história do Brasil os monumentos erigidos em praça pública?

 

Amazónia e identidade histórica

Cláudia Helena Nunes Henriques – Universidade do Algarve, Portugal

chenri@ualg.pt

A Amazónia constituiu ao longo de séculos um lugar de memória e de ficção. Narrativas de várias expedições contribuíram para o conhecimento do importante património material e imaterial desse território, cujo genius loci ou espirito do lugar detém uma identidade tão forte que ele próprio se delimita num processo transformador de grande parte dos expedicionários ou visitantes bem como, muitas vezes, daqueles que tiveram contato com essas narrativas. Neste contexto, a presente comunicação visa aferir de que modo as narrativas de expedições na Amazónia por parte de naturalistas dos séculos XVII e XVIII contribuíram para a construção da identidade deste lugar e seu património, bem como para a delimitação da Viagem Filosófica e para o maior conhecimento científico. Paralelamente, a comunicação pretende, através da análise de atuais (re)criações do percurso de expedições de naturalistas patentes em documentários e entrevistas, refletir sobre esta nova forma de tornar presente o passado, (re)interpretando-o, (re)vivendo-o e (re)construindo-o, possibilitando que viagens históricas ‘atinjam’ um público mais amplo, por diferentes meios de comunicação: jornal, TV, dentre outros, potencializando a Amazónia como “lugar” ou confluência de “lugares” de memória e de património(s) mas também “lugares” de um património que não pertence ao passado mas se torna próximo. Simultaneamente, estas viagens na história (re)criadas no presente têm também vindo a configurar-se com a ascensão de outra forma de viagem – a turística. O facto conduz à possibilidade de um cruzamento entre o turismo e o património – turismo patrimonial/criativo, onde a valorização de experiências de indivíduos assenta no património material e imaterial dos lugares.

 

Um olhar sobre o que é visto, seus sentidos e organizações no Museu do Cárcere / Ecomuseu Ilha Grande da UERJ.

Gelsom Rozentino de Almeida – Universidade do Estado do Rio de Janeiro

rozentino@gmail.com

O MuCa possui atualmente 5 galerias ocupadas com mostras que objetivam uma integração efetiva entre os diferentes saberes da universidade e da comunidade, a saber: 100 anos de presídios – apresenta um panorama dos cem anos (1894-1994) de história das instituições carcerárias na Ilha que se dividide em três tempos: o primeiro trata da Colônia Correcional de Dois Rios que, durante as primeiras décadas republicanas, confinou uma população indesejável sobre o pretexto de regenerá-la; o segundo aborda o funcionamento das colônias agrícolas criadas durante o Estado Novo (1937-1945) e o terceiro se refere à criação e à destruição do Instituto Penal Candido Mendes, penitenciária de segurança máxima. Sistema penitenciário do Rio de Janeiro: ontem e hoje – busca contribuir para uma visão sobre a construção e o funcionamento de várias unidades penais e hospitalares que integram a estrutura do sistema penitenciário brasileiro ao longo da história. Nela são apresentados registros fotográficos que retratam passagens da história e do cotidiano das prisões. Contribuindo para a compreensão desse universo complexo e perpassado por sentimentos contraditórios dos internos, dos funcionários e da sociedade, a exposição se divide em eixos temáticos: Trabalho, Família, Sociabilidade, Vida na prisão e Infraestrutura do sistema; Comida e Cárcere- instalada no prédio onde funcionava a padaria do presídio – a mostra apresenta, em três módulos: Aquisição, Preparo e Consumo, a rotina alimentar na penitenciária da Vila Dois Rios até sua desativação; Arte e ciência das formas e padrões da natureza: exposição fotográfica que tras para dentro dos muros do antigo presídio, um pouco da exuberancia da flora e da fauna de um dos mais ricos ecossistemas das Américas, a Mata Atlântica circundante; Ecomuseu Recicla: resultado de um projeto de aproveitamento de residuos sólidos, em desenvolvimento com a comunidade de Dois Rios, a exposição apresenta trabalhos em lata, madeira, pet, principalmente flores, peixes e borboletas, móveis e bonecas de retalhos de tecido, confeccionados por artesãos locais.

 

As Casas de Cal e Barro: Patrimônio e Memória no Sertão Nordestino

Jackelina Meira Kern – Universidade Estadual de Feira de Santana

jackelinapm@ig.com.br

Este trabalho faz uma análise das fachadas das casas das cidades de Juazeiro/BA e Petrolina/PE como um lugar de memória. Os detalhes arquitetônicos e a afrescos das fachadas vistas ao caminhar nas ruas estreitas do sertão remetem às lembranças de várias outras cidades que nasceram nas margens do rio São Francisco, local de referência da pesquisa de dissertação. Nesse sentido, a preservação de uma casa mantém viva a sua história com o sentimento de sermos lembrados por aquela obra, de vivermos conforme aquele lugar nos espelha e de compreender que a preservação do patrimônio, assim como a memória, ultrapassa o sentido individual, pois a nossa memória individual se beneficia da dos outros, sendo objeto de reconstrução sobre uma base comum. A partir do registro fotográfico e dos relatos orais com os proprietários das casas pesquisadas, verificou-se aspectos de uma memória subterrânea presente nos testemunhos dos entrevistados, sendo assim necessário um aprofundamento do tema e da história de cada família. Utilizando de um percurso metodológico baseado na metodologia da hermenêutica da profundidade de Thompson (1995), os relatos de história de vida nos permitiram reconstituir trajetos sobre o patrimônio arquitetônico relacionado com elementos de identidade, o valor estético atribuído à casa, o valor histórico dos afrescos, as formas de viver, as relações sociais e culturais que marcaram a vida em comunidade dos proprietários. As fotografias serviram de artefatos para recorrer às memórias que surgem com as narrativas de histórias de vida, inseridas nos contextos sociais, em tradições históricas e que são parte da história, tanto na sua racionalidade quanto na sua ideologia. Com este artigo, pretende-se demonstrar a importância da fotografia associado aos relatos orais como registro do patrimônio arquitetônico e como fonte para a história pública.

 

A Interação do natural com o cultural: como a trajetória do acesso à água produziu um patrimônio arquitetônico na cidade do Rio de Janeiro.

Gilmar Machado de Almeida – USP

gmachadoalmeida@yahoo.com.br

As águas são, há muito tempo, marca indelével na identidade do povo carioca. Ao longo da história da cidade do Rio de Janeiro foram construídos equipamentos, como por exemplo, aquedutos, reservatórios, chafarizes e bicas que conduziram à água dos mananciais das montanhas próximas até o cotidiano dos moradores. A memória do acesso e do uso da água na ex-capital federal foi produzia através da interação entre o “patrimônio” natural e o “patrimônio” arquitetônico. Sendo assim, nesta comunicação temos como objetivo analisar os aspectos culturais e simbólicos da relação entre o homem e a natureza que se desenvolveram historicamente com a criação do Sistema de Abastecimento de Água da cidade do Rio de Janeiro. Nosso trabalho estrutura-se metodologicamente nas análises apresentadas no “Inventário de Tombamento dos Reservatórios Existente na Região Metropolitana do Rio de Janeiro”, feito em 2006, pelo INEPAC- Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, com o apoio da Secretária de Estado de Cultura e da CEDAE- Companhia Estadual de Águas e Esgoto. Um extenso documento que consiste no levantamento do estado de conservação dos equipamentos construídos para o abastecimento de água entre 1774 a 1930. Através dos dados apresentado no inventário pretendemos avaliar as seguintes questões: a recuperação da memória do acesso à água na cidade do Rio de Janeiro; avaliar a interação entre os patrimônios natural e cultural proporcionado pela transformação do acesso à água ao longo do tempo; promover o debate sobre a reutilização dos antigos espaços de abastecimento de água como espaços de visitação pública e de atividade pedagógicas que envolvam a valorização do meio ambiente e do patrimônio histórico e cultural da cidade.

 

O torreão da Mercado Municipal: Lugar de Memória ou de esquecimento?

Vitor Leandro de Souza – UFRJ

vitorleandro@id.uff.br

Este trabalho objetiva refletir sobre as (in)ações de preservação e consolidação dos “lugares de memória” de trabalhadores, tomando como exemplo a demolição do Mercado Municipal do Rio de Janeiro (1907-1958) e a preservação do torreão, conhecido como Restaurante Albamar. Duas dimensões serão destacadas: o apagamento da memória dos trabalhadores do Mercado Municipal (suas práticas e vivências), e a resignificação do torreão remanescente como um tipo de “não-lugar de memória”.

 

“Dize-me como classificas e te direi quem és”: as relações entre a procedência e o arquivamento de documentos doados ao Arquivo Público do Estado do Ceará em 1932.

Ana Carla Sabino Fernandes – UFC

anacarlasabino@ig.com.br

Numa sociedade assinalada pela produção sistemática e crescente de documentos, refletir sobre o papel contemporâneo dos arquivos é também lançar questões acerca da relação que estabelecemos com os rastros do passado e avaliar o grau de institucionalização, patrimonialização e usos dos acervos arquivísticos pelo público. As análises dos procedimentos de descrição arquivística de conjuntos documentais, normatizados pela arquivologia (considerando as teorias de classificação e de catalogação) e apropriados pela história revelam, portanto, as condições de uso e os elementos de identificação social do documento de arquivo como instrumento de prova, informação, artefato, de valor histórico e patrimonial. Caso do estudo e pesquisa que realizei sobre as relações entre a procedência e o arquivamento de documentos doados ao Arquivo Público do Estado do Ceará em 1932, segundo o livro de registro denominado “Registro de livros, documentos, impressos, papéis impressos, litografados ou manuscritos destinados ao Arquivo Público Estadual de acordo com o art. 14 da lei n° 643 de 29 de junho de 1932”. Nesse livro constam o tipo de documento ou outro objeto doado, nome do ofertante, a data da oferta e as observações inerentes à descrição do material, escrita por um funcionário do arquivo sob a rubrica de Eusébio de Sousa (diretor do arquivo), elaborada com base na história particular do doador-colecionador que, de forma dialógica confundia-se com o documento rememorado para a construção de um saber histórico sobre/para o Estado do Ceará e com o documento categorizado para a escrita da história a partir do ou determinada pelos sabores e dessabores do arquivamento dessas anotações e dos materiais. Papéis que serão/são nossas fontes históricas e também base para a elaboração dos instrumentos de pesquisa do acervo, disponibilizados atualmente pelo Arquivo. Desse modo, é pertinente não só o retorno do documento para além da crítica interna e externa feita pelos historiadores, mas um olhar apurado/voltado para a ciência documentária, incluindo as formas exclusas, sediciosas, clandestinas e afetivas do colecionismo documentário praticado por homens, mulheres e por instituições como o próprio arquivo.

 

História Pública e Arquivologia: reflexões sobre acervos, patrimônio e memória

Marcelo Nogueira de Siqueira – Arquivo Nacional / Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

mnsiq@yahoo.com.br

A noção de interdisciplinaridade vem permeando estudos contemporâneos tanto em História como em Arquivologia, entretanto são poucas as reflexões envolvendo as duas áreas, sobretudo aquelas elaboradas por historiadores, em parte, devido ao desconhecimento sobre as funções, práticas, metodologias, objetos e objetivos da Arquivologia. A história pública, sendo compreendida como uma possibilidade de divulgação do conhecimento histórico, através da multiplicidade de disciplinas e da integração de recursos metodológicos e operacionais, trás consigo uma real possibilidade de diálogo e interação com a disciplina arquivística, no sentido que esta se atém ao fazer e ao pensar os arquivos, aqui compreendidos tanto como conjuntos de documentos, independentes da natureza do suporte ou de sua linguagem, produzidos e acumulados organicamente por um determinado produtor ou como a instituição custodiadora destes conjuntos, que tem por objetivo, através dos procedimentos arquivísticos, preservá-los, organizá-los e promover o acesso aos seus documentos e informações. Este presente trabalho objetiva apresentar algumas reflexões de como a história pública e a Arquivologia podem interagir em relação ao acesso, pesquisa e difusão do patrimônio arquivístico.

 

Por uma História Pública dos seguros e das organizações securitárias

Fábio Ferreira – UFF

fabiofr@id.uff.br

Na atualidade, diversas organizações securitárias são empresas de projeção global, possuem quantidades de clientes que superam os de populações de nações e movimentam, ao redor do globo, quantias financeiras substanciais, muitas das vezes maiores do que o PIB de países da África, da América, da Ásia e da própria Europa. Além disto, grandes empreendimentos estatais ou privados, atividades comerciais e industriais e até mesmo aspectos ligados ao cotidiano do cidadão comum estão sob a proteção de alguma organização do setor securitário. Em ano de Copa do Mundo, pode-se pensar do seguro dos grandes estádios que foram construídos/reformados no Brasil ao carro ou celular, objetos de consumo da nova classe C brasileira. Verifica-se, portanto, que o ato de segurar-se, as seguradoras, a atuação destas em diversos países e esferas sociais e os montantes financeiros que o ramo dos seguros movimenta faz com que este segmento da economia esteja intrinsecamente ligado à sociedade contemporânea. Apesar destes fatos, o estudo histórico do setor securitário não despertou interesse acadêmico. No Brasil, no âmbito da universidade, poucas são as pesquisas históricas sobre o assunto, a despertar algum grau de interesse em historiadores econômicos, economistas, administradores e atuários. Semelhantemente, a história dos seguros e das organizações securitárias não têm provocado o interesse de grande parte da população brasileira, que, por sua vez, utiliza-se dos seguros para a proteção de seus bens. Assim, o trabalho irá analisar as possibilidades de ampliar o público consumidor da história dos seguros (e de suas diversas modalidades), bem como da trajetória das empresas que atuam no ramo securitário.